ALVO HUMANO

17/09/2004 01:01






PSICÓLOGA VS CAZUZA



Uma psicóloga que assistiu o filme Cazuza escreveu o seguinte texto:


"Fui ver o filme Cazuza há alguns dias e me deparei com uma coisa estarrecedora. As pessoas estão cultivando ídolos errados.
Como podemos cultivar um ídolo como Cazuza? Reverenciar um marginal como ele, é, no mínimo, inadmissível. Marginal, sim, pois Cazuza foi uma pessoa que viveu à margem da sociedade, pelo menos uma sociedade que tentamos construir com conceitos de certo e errado. No filme, vi um rapaz mimado, filhinho de papai que nunca precisou trabalhar para conseguir nada, já tinha tudo nas mãos. A mãe vivia para satisfazer as suas vontades e loucuras.
O pai preferiu se afastar das suas responsabilidades e deixou a vida correr solta.


São esses pais que devemos ter como exemplo?


Cazuza só começou a gravar porque o pai era diretor de uma grande gravadora.
Existem vários talentos que não são revelados por falta de oportunidade ou por não terem algum conhecido importante.








Cazuza era um traficante, como sua mãe revela no livro, admitiu que ele trouxe drogas da Inglaterra, um verdadeiro criminoso. Concordo com o juiz
Siro Darlan quando ele diz que a única diferença entre Cazuza e Fernandinho Beira-Mar é que um nasceu na Zona Norte e outro na Zona Sul.



Fiquei horrorizada com o culto que fizeram a esse rapaz, principalmente por minha filha adolescente ter visto o filme. Precisei conversar muito para que ela não começasse a pensar que usar drogas, participar de bacanais, beber até cair e outras coisas fossem certas, já que foi isso que o filme mostrou. Por que não são feitos filmes de pessoas realmente importantes que tenham algo de bom para essa juventude já tão transviada?
(Com ênfase na natureza viada.) Como ensina o comercial da Fiat, precisamos rever nossos conceitos, só assim teremos um mundo melhor.



Devo lembrar aos pais que a causa da morte de Cazuza (AIDS) foi consequência da educação errônea a que foi submetido.
Será que Cazuza teria morrido do mesmo jeito se tivesse tido pais que dissesem NÃO quando necessário? Lembrem-se, dizer NÃO é a prova mais difícil de amor.


Karla Christine

Psicóloga Clínica




Ahhh, graaaaaaaaaande novidade...


Eu SEMPRE achei aquela merda humana uma escória desprezível posando de artista
desde 1982, quando eu tinha 9 anos e vi o viadinho posando de "rebelde sem causa" "maior abandonado" com as letras mais fúteis do mundo, retratando a cabeça vazia e alienada de um vagabundo com uma vidinha fútil.
Os versinhos fracos, a vozinha pequena, a entonação vazia, a ausência de qualquer atitude real. O típico retrato da merdiocridade brasileira.


Quando o sistema fabricou o "rock nacional"
o carro-chefe era a merda da Blitz (que estreou como personagens de um filme especial na Rede Globo e liderada por Evandro Mesquita, ator de novelas da Globo) e o Balão Vermelho que também estreou com tudo patrocinado pela empresa do papai: um clipe idiota no Fantástico, capas de revista vendendo gato por lebre (Som Três: "Cazuza & Frejat, Mick Jagger & Keith Richards brasileiros" – vomite à vontade) Bom, você já sacou a armação toda, né? Tava mesmo tudo armado pro vagabundo sem talento fazer sucesso.


Mais uma façanha do nosso heróico ídolo psico-burguês Cazuza, ou melhor, Agenor de Miranda Araújo Neto,
o filho do produtor e diretor fonográfico da gravadora Som Livre, e sobrinho-neto de Roberto Azul Marinho:


Se em 1982 o Balão Vermelho estreou com tudo patrocinado pela empresa do papai com um filme cretino que passou na TV Globo antes da estréia no cinema:
Bete Balanço
, nome do primeiro hit da bandinha do mauricinho, estrelado por Deborah Bloch, atriz de novelas da Globo, o que veio depois foi ainda mais podre:



Em 1983, na novela das sete Vereda Tropical, o personagem do debilóide Marcos Frota era Theo, um cientista nerd que não saía do laboratório e nunca teve uma mulher na vida – até o dia em que bebeu uma solução química (verdadeira poção mágica) que, num lance típico de O Médico e o Monstro, transformou-o num herói descolado, esperto e sagaz, rei das garotas e chefão dos rapazes, que á noite arrepiava de motocicleta pela city; o CDF donzelo se tornara "rebelde", "revoltado", um fodão com superpoderes chamado
Super Theo, que a cada façanha era brindado com uma vinheta sonora ecoando como seu grito de guerra: “Ca-zu-za-za-za”... Coincidência, né? Papai pensou em tudo. Agradeça ao titio-vovô, dono da emissora.


Até entrou num time de futebol e virou craque. Sem nunca ter jogado antes, logo na estréia fez 10 gols numa partida.
E cada vez que metia a bola na rede, o locutor soava a vinheta do personagem, dentro e fora de campo: Ca-zu-za-za-za...


Yeah, o soro de laboratório do doutor era mais forte que a cocaína que embalou a "carreira" do playboy...















Pensa que acabou? Pra arrematar o marketing da banda durante a carreira solo do pimpolho, em 1984 o Barão Vermelho
tocou num capítulo crucial da novela das sete Um Sonho a Mais.
Minutos depois, uma explosão destruiu a bolha onde
estaria o personagem de Ney Latorraca. Bem que podiam ter enfiado a banda lá dentro, só pra testar os explosivos...



Quando eu digo que TODO o "rock nacional" é uma fraude gigantesca, não é exagero: de Renatinha Russa posando de “anti-comercial” num show ao arrancar da bateria o adesivo de uma fábrica de instrumentos (na verdade era porque a empresa não quis pagar patrocínio) ao “atormentado” Lobão fazendo uma patética “tentativa de suicídio” para se afogar num canal tão raso que a água mal chegava dos joelhos; de Paula Tolete diminuindo as roupas conforme se reduziam as vendagens do QI de Abelha... TUDO é uma armação grotesca, típica do Terceiro Mundo.




Mas o pior lance envolveu o clubinho inteiro: os playboys de todas as bandas fizeram uma marcha em Brasília para pedir ao presidente Sarney um apoio cultural com o dinheiro suado dos contribuintes trabalhadores, porque “o Estado brasileiro precisa apoiar o rock nacional” (= cinema nacional, uísque nacional... tudo falsificado.)


E aí, galera? Quem é o ídolo, o herói, o mártir de sua geração, “o poeta do rock brasileiro”?

Ca-zu-za-za-za...





A bichinha playboy mais comida da Zona Sul era o arquétipo perfeito do poser representativo do "rock" brasileiro. Foi só descobrir que tinha pego o vírus HIV para a indústria de falsos talentos da Globo lhe inventar um título: “poeta”. Só se for pra enganar a multidão de jovens semi-analfabetos que nunca leram poesia na vida e repetem qualquer merda que nem papagaio, endeusando aquele poeteiro. Mais uma enganação vendida pelo sistema como “rebelde”.


Entre aspas mesmo, porque na época eu já ouvia o punk rock do genial, revolucionário, cru e cruel, realista, destrutivo, magistral, brilhante e até poético
CAMISA DE VENUS, a única verdadeira banda de Rock & Roll do Brasil, que era o exato oposto de toda a farsa badalada na mídia: uma banda proibida até no nome, impublicável, censurado, vetado, maldito.



O verdadeiro rock bem de bandas formadas pelos pobres do Primeiro Mundo. A falsificação brasileira vem dos meninos riquinhos mimados do Terceiro.



JÁ MORREU TARDE, BURGUESINHO VIADINHO. Assim como aquele aborto ambulante Renato Russo, "cantor" da pior banda de todos os tempos, seu par no conto de fadas da farsa brasileira; o vírus da AIDS pros dois chegou com uma década de atraso. Sifu. Agora queime no inferno dos posers endeusados por esse povo de porcos.




O Júnior pediu ao papai uma guitarra, ganhou uma banda. Pediu um show, ganhou uma turnê. Pediu um clipe, ganhou um disco de ouro...



Isso é o retrato de TODO o "rock nacional": UMA FARSA. Como tudo mais nesse país.

Nenhuma daquelas "atrações musicais" tocava de verdade; só se apresentavam com playback.


Sem novidades: um dos integrantes da banda Titãs era o filho do vice-governador e Secretário de Segurança Pública do Estado de S. Paulo.



Como disse aquela piada do Angeli na saudosa revista Chiclete com Banana com seu personagem Ritchie Pareide, o poser-típico do "rock nacional":


Dois playboys num bar da Zona Sul carioca conversavam:

"Vou montar uma banda com o filho do senador na guitarra, o filho do prefeito no baixo, o filho do governador na bateria, o filho do presidente nos teclados..."

"E o Marquinho?"

"Mandamos ele embora."

"Porquê?"

"Porque ele é um filho da puta. "





enviada por Zé Ninguém






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